Pela retomada da esperança

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Fábio Garcia

O atual Governo conduziu o País à maior crise de sua história, de ordem ética, moral, política e econômica

O Brasil vive um dos mais importantes momentos de sua história. Nesse domingo, a Câmara dos Deputados será chamada à sua responsabilidade constitucional de julgar o prosseguimento do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

A decisão da Câmara não se limitará a julgar a continuidade do mandato da presidente, mas decidirá qual futuro queremos para o nosso País. Uma mudança ou a continuidade de um projeto político de poder que levou o Brasil a mais profunda crise de sua história.

Analisei, de forma muito serena e responsável, todos os elementos das denúncias que foram apresentadas à Câmara dos Deputados e tenho a convicção de que esta presidente cometeu crimes de responsabilidade previstos no artigo 85 da Constituição, ao atentar contra a Lei Orçamentaria e a Lei de Responsabilidade Fiscal do Brasil.

Sabemos que esse julgamento não é apenas jurídico, é também político e, por isso, ele ocorre no Congresso Nacional.

Portanto, não podemos deixar de responsabilizar este Governo por ter conduzido o País à maior crise de sua história, de ordem ética, moral, política e econômica.

Não podemos aceitar a continuidade de um governo que coloca seu projeto político de poder acima dos interesses do Brasil e dos brasileiros.

Isso ficou evidenciado no processo eleitoral de 2014, quando a presidente omitiu e faltou com a verdade à população brasileira sobre a real situação do País, bem como sobre suas propostas.

Cito aqui, apenas como exemplo, a garantia que foi dada pela então candidata de que não haveria aumento do preço de combustível e energia no Brasil, de que a situação fiscal estava sob controle e que importantes programas, como o FIES, seriam preservados.

Passadas as eleições, a verdade veio à tona e trouxe consigo o sacrifício e o sofrimento de milhões de brasileiros. A conta de energia, que antes das eleições teve o valor reduzido, aumentou mais de 50% em 2015.

A gasolina está com o maior preço da história do País, mesmo com a baixa do barril de petróleo no mercado internacional.

A inflação atingiu patamares superiores a 10% ao ano, destruindo a renda das famílias; o Brasil perdeu o selo de bom pagador e afastou investimentos; o PIB caiu por dois anos consecutivos, algo que não acontecia desde a crise de 29.

A incapacidade de gestão deste governo destruiu a maior empresa estatal do país e impôs um déficit primário das contas públicas superior a R$ 100 bilhões, o que compromete nossa capacidade de investimentos e, ainda, leva o brasileiro a pagar uma das mais altas cargas tributárias do mundo, sem ter acesso a um serviço público minimamente digno.

Se o quadro presente é desolador, o futuro está ameaçado pela ausência de recursos para infraestrutura, educação, ciência e tecnologia.

Não poderíamos deixar de destacar o pior de todos os males que o Brasil enfrenta neste momento: o desemprego.

A cada hora, cerca de 300 trabalhadores perdem seus empregos no Brasil. Já são mais de 10 milhões de desempregados atualmente. Este é o maior castigo para família e também para o País.

Chegamos a este momento com um País em paralisia completa, desesperançoso e desacreditado. Afundado em uma crise moral e ética sem precedentes.

O atual cenário nos obriga a tomar a atitude corajosa e responsável de interromper este modelo esgotado que estálevando o nosso Brasil à falência. Precisamos urgentemente de um novo governo, de uma mudança que trará de volta esperança aos brasileiros e resgatará a confiança no futuro do País.

Como homem público, tenho a obrigação de respeitar a vontade do nosso povo. No domingo, eu não fugirei da minha responsabilidade. Vou votar sim ao impeachment.

Tomei minha decisão em respeito ao povo de Mato Grosso e aos milhares de votos que, honradamente, recebi para bem representar o meu Estado. Uma vez virada essa triste página da história do Brasil, haverá muito a ser feito, e de minha parte, muita vontade de fazer.

Voto sim, pela retomada da esperança.

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