Mato Grosso registra 7 mortes por gripe em 2019

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De janeiro até 1º de junho deste ano, Mato Grosso registrou 18 casos de influenza, com sete óbitos. Do total, 14 já tiveram a subtipagem identificada, sendo que 11 foram casos de influenza A (H1N1) e três casos de influenza “B”. Os dados são do Ministério da Saúde (MS), que aponta que o Estado atingiu 93,92% de cobertura vacinal durante a campanha nacional de imunização contra a doença. 

De acordo com o órgão federal de saúde, o público alvo no estado foi de 859.343 pessoas, sendo que 807.113 doses foram aplicadas. Dentre os óbitos, cinco foram registrados na região de Rondonópolis (210 quilômetros, ao Sul de Cuiabá), sendo dois já confirmados. Dos pacientes que morreram com a doença, um deles era morador do próprio município e, o outro, residente em Pedra Preta, cidade vizinha. 

No país, foram registrados 1.560 casos de influenza, com 281 óbitos. Do total, 1.274 já com a subtipagem identificada, sendo que 844 foram casos de influenza A (H1N1), 211 de influenza A (H3N2), 69 de influenza A não subtipado e 150 de influenza B. O país, atingiu 90% de cobertura na campanha, o que significa que mais de 53,5 milhões de pessoas que fazem parte dos grupos prioritários procuraram os postos de vacinação. 

Também receberam a dose contra a gripe outras 5,6 milhões de pessoas que não fazem parte do público-alvo da campanha. No total, o Ministério da Saúde distribuiu 59,5 milhões de doses para todo o país. Os grupos prioritários tiveram entre os dias 10 de abril e 31 de maio para se vacinar com exclusividade. 

Apesar de atingir a meta nacional, nem todos os grupos conseguiram alcançar os 90% de cobertura: crianças (82,8%), gestantes (81,8%), pessoas com comorbidades (86,3%), profissionais das forças de segurança e salvamento (48,5%) e população privada de liberdade (74,8%) ficaram com a vacinação abaixo do ideal. Isso significa que mais de 2,6 milhões de crianças e 3,8 milhões de gestantes deixaram de se vacinar. 

Os grupos que atingiram a meta foram os trabalhadores de saúde (90%), puérperas (103,4%), indígenas (95,2%), idosos (98,2%), professores (104,4%) e funcionários do sistema prisional (124,2%). Na avaliação dos estados, oito não conseguiram atingir os 90% de cobertura no público geral: Acre (86,7%), Bahia (86%), Rio de Janeiro (86,9%), São Paulo (84,7%), Paraná (86,9%), Santa Catarina (86,8%), Rio Grande do Sul (86,5%) e Mato Grosso do Sul (89,8%). 

A vacina produzida para 2019 teve mudança em duas das três cepas que compõem o remédio, e protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial de Saúde (OMS). Aos municípios, o Ministério recomenda disseminar os serviços de saúde públicos e privados o protocolo de tratamento de influenza, ano 2017, com ênfase no tratamento oportuno dos casos com condições e fatores de risco. 

Também orienta a divulgação ampla à população as medidas preventivas contra a transmissão do vírus influenza (etiqueta respiratória e lavagem das mãos) e informações sobre a doença, com a orientação de busca de atendimento médico em caso de sinais e sintomas compatíveis, além de tratar oportunamente todos os casos suspeitos para influenza independente de coleta ou resultado laboratorial e a notificação dos casos e óbitos que atendam a definição de caso de SRAG. 

Ainda, conforme o MS, todos os estados estão abastecidos com o fosfato de oseltamivir e devem disponibilizá-lo de forma estratégica em suas unidades de saúde. Para o atendimento do ano de 2019, o Ministério da Saúde já enviou aproximadamente 9,5 milhões de unidades do medicamento aos estados. O tratamento deve ser realizado, preferencialmente, nas primeiras 48h após o início dos sintomas. (Por: Folha Max)

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