Araguaia: estudantes e profissionais da educação se mobilizam nesta quarta contra cortes do governo

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Universidades e institutos federais de todo o país realizam, nesta quarta (15), mobilizações em defesa da educação e contra os cortes do Governo Federal. O intuito das atividades é conscientizar a comunidade civil sobre os retrocessos e reivindicar o recuo do governo em relação aos cortes. No Araguaia, a programação de atividades dura o dia inteiro e se revesa entre os campi da UFMT e o centro da cidade.

Nesta manhã, foi realizado uma mesa redonda na Universidade Federal de Mato Grosso, na unidade de Barra do Garças, com o tema “Análise de Conjuntura frente ao bloqueio de 30% de verbas”. Na composição da mesa, estava o pró-reitor do campus, Paulo Jorge, a representante da Gerência de pesquisa e pós-graduação, Queli Lisiane Castro Pereira; a representante da Associação dos Docentes da Universidade Federal de Mato Grosso (Adufmat), Graziele de Oliveira Pena; o representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE), Pedro Alves; a representante do Sindicato dos Trabalhadores Técnicos Administrativos em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (Sintuf), Reygiane Sousa; e o representante do Instituto Federal, Vitor Farias.

Dando início às falas da mesa, o pró-reitor Paulo Jorge fez uma análise relembrando que os cortes já vem ocorrendo desde governos anteriores e que a universidade é constantemente ameaçada. Ele citou algumas medidas de emergência que a UFMT precisou tomar depois da notícia do corte de 30%.

Dentre as medidas tomadas pela instituição, foram suspensas todas as passagens e diárias para viagens estudantis para congressos e encontros acadêmicos. Também foi suspenso o programa de mobilidade acadêmica, além de 50% da verba para auxílio acadêmico (auxílio-evento, pesquisa, monitoria). Os cortes resultaram ainda na suspensão de 30% de recurso financeiro para capacitação de servidores da UFMT.

“Para nós do campus do Araguaia, diante da realidade do corte, temos um grande problema , nós já cortamos tanto que não temos mais onde cortar. Nós temos somente um pedreiro, um eletricista, não tem como cortar 30% disso”, destacou o Pró-reitor.

A representante do Sintuf, Regiane Souza, falou sobre a importância da participação dos docentes e técnicos da Universidade na mobilização e questionou onde estavam os servidores que apoiam o corte, declarando que eles deviam estar presentes para o debate já que concordam com o Ministro da Educação. “Tem professor que diz que todos os alunos recebem bolsa, eu questiono da onde vem esses dados”, disse.

Além da mesa que será reproduzida na Unidade 1 à noite, hoje à tarde a mobilização conta com mostra de trabalhos de pesquisa, de ensino e de extensão produzidos pelos estudantes do Campus do Araguaia. O objetivo é mostrar para toda a comunidade presente a ciência produzida pela universidade. A mostra será exibida na praça Sebastião Júnior ao lado do Mercado Municipal em Barra do Garças com início para 13h30.

Balbúrdia: o valor da Universidade

A UFMT oferece 113 cursos de graduação, sendo 108 presenciais e cinco na modalidade a distância (EAD), em 33 cidades mato-grossenses, com cinco Campi e 28 pólos de EAD.

Também são ofertados pela universidade 66 programas de pós-graduação (mestrado e doutorado) e 680 projetos de extensão que atuam diretamente nas comunidades que estão inseridos. No total, são 25.435 mil estudantes distribuídos em todas as regiões de Mato Grosso. 

O Campus Araguaia oferta 16 cursos de graduação, 4 programas de mestrados e tem mais de 3200 estudantes matriculados

As universidades federais são responsáveis por 85% da pesquisa brasileira. Dentre as 10 instituições mais importantes no quesito pesquisa e publicação científica, todas são públicas. A UFMT é a 34ª do país. Em uma escala de 1 a 5, a UFMT tem o conceito 4 na avaliação do Ministério da Educação (MEC).(Por / Júlia Tinan e Jessé Santos/ Panorama Coletivo)

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