Prefeitura confirma suspensão de concurso em Novo São Joaquim

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A prefeitura de Novo São Joaquim confirmou, nesta terça-feira (14), a suspensão de todos os atos do concurso público, realizado no final de março, no município. Uma liminar havia suspenso, na semana passada, as atividades do certame, devido a supostas irregularidades. O prefeito Antônio Augusto Jordão (MDB) nega envolvimento com fraude no concurso e diz esperar que os fatos sejam apurados.

O concurso público municipal Nº 001/2019 buscava preencher 59 vagas em diferentes cargos, na prefeitura. Entre as ocupações, havia vagas para gari, faxineiro, assistente social, engenheiro civil, enfermeiro, veterinário, psicólogo e professor. A prova ocorreu no dia 31 de março, mas os selecionados não poderão assumir os postos.

A Justiça notificou a prefeitura de Novo São Joaquim para que suspendesse o processo seletivo. Fruto de uma ação popular ajuizada pelo advogado Yann Dieggo Souza Timotheo de Almeida, a decisão entendeu haver indícios que apontam para a suspeita de irregularidades.

O autor da ação movida contra o concurso aponta cópia de questões de outros certames, coincidências de gabaritos de provas aplicadas em períodos distintos, repetição de questões em avaliações aplicadas me horários diversos e candidato que realizou prova para mais de um cargo, o que era vedado pelo edital. Também foi observado na ação a aprovação de várias pessoas ocupantes de cargos políticos ou em comissão na prefeitura, bem como de vereadores e seus familiares.

Segundo o prefeito Jordão, todos os procedimentos legais foram seguidos pela prefeitura, desde a abertura de licitação para contratar a empresa responsável pelo certame. Ele afirma que espera pela apuração dos fatos e, se ficar comprovada irregularidades, envolvendo a empresa e funcionários públicos, estes terão que arcar com as consequências judiciais.

Jordão também relata estranheza diante do fato de o resultado do concurso não ter sido questionado por candidatos e sim por alguém que não participou do processo seletivo. De acordo com o prefeito, o advogado, autor da ação popular, é vinculado a adversários políticos, o que desperta nele a suspeita de perseguição motivada por esses interesses.

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