Paulo Raye diz que ‘demagogia’ é palavra proibida na Câmara

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O vereador Paulo Raye (MDB) disse que o uso da palavra demagogia devia ser proibido no plenário da Câmara de Barra do Garças. Ele se mostrou claramente ofendido com um comentário do presidente da Casa, o vereador Joãozinho (PDT). Entre o emaranhado de assuntos da noite, da última sessão ordinária do semestre, os parlamentares discutiam a regulamentação dos aplicativos de mobilidade urbana em Barra do Garças.

O vereador Paulo Raye vestiu a carapuça, quando Joãozinho falou em “pura demagogia” dos homens públicos que tentam agradar a todos, na mesma proporção. O presidente se referia ao conflito, que emerge entre mototaxistas, taxista e motoristas de aplicativos, por espaço na mobilidade urbana de Barra do Garças.

Segundo Joãozinho, é impossível agradar a todos sem que haja sacrifícios de cada classe. “Faz parte do processo de construção de uma sociedade, às vezes, desagradar alguns. Não dá, num momento como agora, que todas as categorias disputam o mesmo espaço, dizer que vai agradar a todos na mesma proporção é pura demagogia.”

Raye já havia se pronunciado sobre o assunto e sugerira chegar a um consenso que atendesse a todas as categorias. Ofendido, ele pediu a palavra e classificou a fala do colega como desrespeitosa.

“Aqui nessa Câmara, quando alguém fala a palavra demagogia ele devia primeiro colocar uma fita daquilo que disse no passado. Quero ver quem aqui dentro nunca foi demagogo”, afirmou. “Demagogia é uma palavra proibida aqui dentro. Não pode falar em demagogia dentro de uma Casa de Leis.”

Paulo Raye é nome antigo na classe política de Barra do Garças e carrega o estigma de primeiro e único prefeito da história do município a ter o mandado cassado. Voltou a vida pública após 15 anos afastado e hoje, médico da rede municipal, afirma que não precisa nem sair de casa para conquistar voto. Nos bastidores políticos, o nome dele é cotado como pré-candidato ao Executivo para 2020.

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